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Sentinela da Liberdade - Cipriano Barata

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Sentinela da Liberdade - Cipriano Barata

Mensagem por Nina Luizet em 8th Setembro 2015, 14:33

Olá, pessoal. Estava revisando alguns tópico  de História, quando encontrei -  com muita procura- uma bela afirmação do Cipriano Barata, um ícone do jornalismo no Primeiro Reinado. Deem uma olhada:

'' Tem dado a ora !  já não é tempo que dormais no letargo da tirania e da escravidão. América toda está acordada e , por isso é livre e independente!. Os povos irmãos que a habitam vos convidam de todas as partes a imitá-los, e vos auxiliam!Que esperais ainda? quem tem o tempo, não espera pelo tempo, pois a ocasião perdida em vão se invoca ! ...  Toda e qualquer sociedade onde houver imprensa livre está em liberdade; que esse povo vive feliz e deve ter alegria, segurança e fortuna; se, pelo fato contrário, aquela sociedade ou povo que tiver imprensa cortada pela censura prévia, presa e sem liberdade, seja debaixo de que pretexto for, é povo escravo que pouco a pouco há de ser desgraçado até se reduzir ao mais brutal cativeiro". - Sentinela da Liberdade - Cipriano Barata

O livre expressão de imprensa é, realmente, algo que se prolongou e se prolonga como ideal pela História. Creio que, se o conceito do Weber se estende-se para o controle estatal da imprensa, ele seria tido como um descerebrado para o Cipriano Barata, rsrs ...  

_________________
“Supõe tu um campo de batatas e duas tribos famintas. As batatas apenas chegam para alimentar uma das tribos, que assim adquire forças para transpor a montanha e ir à outra vertente, onde há batatas em abundância; mas, se as duas tribos dividem em paz as batatas do campo, não chegam a nutrir-se suficientemente e morrem de inanição. A paz, nesse caso, é a destruição; a guerra é a conservação. Uma das tribos extermina a outra e recolhe os despojos. Daí a alegria da vitória, os hinos, aclamações, recompensas públicas e todos os demais efeitos das ações bélicas. Se a guerra não fosse isso, tais demonstrações não chegariam a dar-se, pelo motivo real de que o homem só comemora e ama o que lhe é aprazível ou vantajoso, e pelo motivo racional de que nenhuma pessoa canoniza uma ação que virtualmente a destrói. Ao vencido, ódio ou compaixão; ao vencedor, as batatas.”
(ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Quincas Borba.)

Nina Luizet
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